O Tempo é um Chão onde cada Passo abre Portas: Reflexões da Amadora
Entre relógios de prata e o "Duelo da Alma", a Rota do Passado parou na Biblioteca Fernando Piteira Santos para discutir o fardo da memória e a fragilidade do nosso presente. “Se o passado não fosse uma linha, mas um chão onde cada passo abre portas à escuridão?” Foi com este mote que abrimos a sessão de apresentação de “Rota do Passado” na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora. Num auditório que acolheu uma audiência ativa e interessada, a conversa não foi apenas sobre um livro, mas sobre a forma como Portugal se olha ao espelho através dos séculos. Acompanhado pelo Dr. Tiago Canhota, que teceu uma análise iconográfica e histórica profunda sobre a obra, mergulhámos nos símbolos que compõem esta jornada: desde as ruínas romanas de Bracara Augusta até aos pináculos das igrejas que orientaram a moral europeia. O Fardo da Escolha Como historiador, sempre me intrigou a ideia de que somos “reféns do passado”. O que aconteceu é inevitável. Mas e se pudéssemos d...